A saúde do gado de corte é um dos fatores mais importantes para garantir a produtividade e evitar prejuízos na pecuária. Um cronograma de vacinação adequado é essencial para proteger o rebanho contra doenças que podem comprometer seu crescimento e qualidade da carne. Neste artigo, exploramos a importância da vacinação do gado e como um planejamento eficiente pode otimizar os resultados na fazenda.

A importância da vacinação do gado de corte
A vacinação do gado é uma medida preventiva fundamental na pecuária, pois protege os animais contra doenças infecciosas e parasitárias que podem causar grandes perdas econômicas. Algumas doenças são altamente contagiosas e podem dizimar rebanhos inteiros, tornando a prevenção a melhor estratégia.
Doenças como febre aftosa, brucelose, raiva e clostridioses são comuns no Brasil e requerem vacinação obrigatória em diversas regiões. Além da prevenção, um rebanho vacinado tem melhor desenvolvimento, aumentando a produtividade e a rentabilidade da propriedade.
Principais vacinas obrigatórias e recomendadas
As vacinas essenciais para o gado de corte variam conforme a região e os riscos sanitários presentes. Entre as principais vacinas, destacam-se:
- Febre aftosa: Obrigatória na maioria dos estados brasileiros, a vacina deve ser aplicada em bovinos e bubalinos conforme o cronograma oficial de cada região.
- Brucelose: Aplicada em bezerras entre 3 e 8 meses de idade. Fundamental para evitar zoonoses e garantir a segurança sanitária.
- Clostridioses: Protege contra doenças como tétano, carbúnculo e gangrena gasosa, comuns em bovinos criados a pasto.
- Raiva: Necessária principalmente em regiões onde a doença é endêmica, protegendo contra infecções transmitidas por morcegos hematófagos.
- Leptospirose: Recomendável para evitar problemas reprodutivos e abortos no rebanho.
- Botulismo: Importante em regiões onde a toxina botulínica pode estar presente na alimentação do gado.
Como estruturar um cronograma de vacinação do gado
A definição de um cronograma de vacinação eficiente exige planejamento e conhecimento das normas sanitárias da região. Seguem algumas boas práticas:
- Consultar um veterinário: Profissionais especializados podem indicar as melhores vacinas conforme o perfil do rebanho.
- Seguir o calendário sanitário oficial: O Ministério da Agricultura e as agências estaduais de defesa sanitária determinam os prazos para vacinação obrigatória.
- Registrar todas as vacinações: Manter um controle detalhado evita falhas e garante a imunização completa do rebanho.
- Aplicar as vacinas corretamente: O manuseio inadequado pode comprometer a eficácia da imunização.
- Evitar o estresse nos animais: Realizar a vacinação em um ambiente tranquilo reduz o risco de traumas e perda de peso.
A implementação de um cronograma de vacinação do gado impacta diretamente na produtividade do rebanho. Animais saudáveis têm maior ganho de peso, menor incidência de problemas sanitários e melhor qualidade de carne. Além disso, a vacinação reduz os gastos com tratamentos veterinários e minimiza perdas por mortalidade.
Outro fator importante é a valorização do gado no mercado. Bovinos com sanidade comprovada são mais atrativos para compradores e podem ser exportados para mercados exigentes, agregando valor à produção.
O cronograma de vacinação do gado de corte é um pilar essencial para evitar prejuízos e garantir a rentabilidade da pecuária. Com planejamento, orientação veterinária e boas práticas de manejo, é possível manter um rebanho saudável e produtivo. Investir na imunização é uma estratégia de longo prazo que traz benefícios tanto para os produtores quanto para a segurança alimentar.
Leia também – Qual a diferença entre carne de primeira e carne de segunda?
Leia também – Por que a carne Wagyu é considerada a mais macia e saborosa do mundo?
Conheça o Portal Agron e fique por dentro das cotações do agronegócio e muito mais